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Segunda vez: Justiça nega soltura de mulher que matou Policial com tiro na cabeça

Deise Ribeiro de Oliveira teria executado o policial com a arma dele e forjado uma falsa situação de latrocínio – roubo seguido de morte.

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), negou o habeas corpos pedido pela defesa de Deise Ribeiro de Oliveira, acusada de assassinar o marido, policial militar, Moshe Dayan Simão Kavesk.

O crime aconteceu no dia 4 de dezembro, no distrito União do Norte, em Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte de Cuiabá). A decisão que negou liberdade a Deise é último dia (15).

O pedido de liberdade já havia sido negado anteriormente pelo desembargador Pedro Sakamoto, sustentando a tramitação ilegal do pedido de liberdade. Ainda em dezembro, a juíza Suelen Barizon também negou o pedido de liberdade. Segundo a magistrada, a gravidade do delito é motivo suficiente para manter a mulher presa.

Desta vez, a decisão estabeleu que trata-se de uma criminosa de alta periculosidade, devido à forma como executou o crime. Deise matou o marido com a arma de trabalho dele, além de mentir para a polícia que se tratava de um latrocínio – roubo seguido de morte.

“Não há falar em constrangimento ilegal quando a segregação cautelar está devidamente fundamentada, à luz do disposto no art. 312 do CPP, havendo a necessidade de se resguardar a ordem pública em razão da aparente periculosidade da paciente, caracterizada pelo modus operandi, decorrente da gravidade concreta do delito”, diz trecho da decisão.

O caso

O assassinato aconteceu por volta das 20h do dia 4 de dezembro, quando o militar estava chegando em casa com a esposa, em uma motocicleta.

Depoimento de uma testemunha é 'peça chave' nas investigações que estão em andamento. 

A testemunha disse que naquela noite o militar havia agredido a mulher com um soco na barriga. A testemunha ainda relatou um suposto caso amoroso entre os suspeitos.

Página:

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